Vestígios do Dia



BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Cinema e vídeo, música e livros
MSN - janiodias@hotmail.com
   
Histórico
16/09/2007 a 22/09/2007
25/03/2007 a 31/03/2007
18/03/2007 a 24/03/2007
11/03/2007 a 17/03/2007
04/03/2007 a 10/03/2007
25/02/2007 a 03/03/2007
18/02/2007 a 24/02/2007
28/01/2007 a 03/02/2007
14/01/2007 a 20/01/2007
07/01/2007 a 13/01/2007
24/12/2006 a 30/12/2006
17/12/2006 a 23/12/2006
10/12/2006 a 16/12/2006
03/12/2006 a 09/12/2006
26/11/2006 a 02/12/2006
19/11/2006 a 25/11/2006
12/11/2006 a 18/11/2006
05/11/2006 a 11/11/2006
22/10/2006 a 28/10/2006
15/10/2006 a 21/10/2006
08/10/2006 a 14/10/2006
01/10/2006 a 07/10/2006
24/09/2006 a 30/09/2006
17/09/2006 a 23/09/2006
10/09/2006 a 16/09/2006
27/08/2006 a 02/09/2006
20/08/2006 a 26/08/2006
13/08/2006 a 19/08/2006
06/08/2006 a 12/08/2006
02/07/2006 a 08/07/2006
18/06/2006 a 24/06/2006
04/06/2006 a 10/06/2006
28/05/2006 a 03/06/2006
21/05/2006 a 27/05/2006
14/05/2006 a 20/05/2006
07/05/2006 a 13/05/2006
23/04/2006 a 29/04/2006
16/04/2006 a 22/04/2006
02/04/2006 a 08/04/2006
19/03/2006 a 25/03/2006
12/03/2006 a 18/03/2006
19/02/2006 a 25/02/2006
12/02/2006 a 18/02/2006
22/01/2006 a 28/01/2006
01/01/2006 a 07/01/2006
25/12/2005 a 31/12/2005
11/12/2005 a 17/12/2005
27/11/2005 a 03/12/2005
20/11/2005 a 26/11/2005
06/11/2005 a 12/11/2005
30/10/2005 a 05/11/2005
23/10/2005 a 29/10/2005
16/10/2005 a 22/10/2005
09/10/2005 a 15/10/2005
02/10/2005 a 08/10/2005
25/09/2005 a 01/10/2005
31/07/2005 a 06/08/2005
24/07/2005 a 30/07/2005
17/07/2005 a 23/07/2005
10/07/2005 a 16/07/2005
03/07/2005 a 09/07/2005
26/06/2005 a 02/07/2005
19/06/2005 a 25/06/2005
05/06/2005 a 11/06/2005
13/02/2005 a 19/02/2005
30/01/2005 a 05/02/2005
23/01/2005 a 29/01/2005
12/12/2004 a 18/12/2004
05/12/2004 a 11/12/2004
21/11/2004 a 27/11/2004
14/11/2004 a 20/11/2004
07/11/2004 a 13/11/2004
31/10/2004 a 06/11/2004
24/10/2004 a 30/10/2004
17/10/2004 a 23/10/2004
10/10/2004 a 16/10/2004
03/10/2004 a 09/10/2004
26/09/2004 a 02/10/2004
19/09/2004 a 25/09/2004
12/09/2004 a 18/09/2004
05/09/2004 a 11/09/2004
29/08/2004 a 04/09/2004
22/08/2004 a 28/08/2004
15/08/2004 a 21/08/2004
08/08/2004 a 14/08/2004
01/08/2004 a 07/08/2004
25/07/2004 a 31/07/2004
18/07/2004 a 24/07/2004
11/07/2004 a 17/07/2004
Outros sites
Always In Love
Comunidade Orkut
Confraternização
Crazy Salad
Cronópios
Flores na Janela
in theory
Los Hermanos
Menina-cabeça-de-liquidificador
o puto - o tipo - o totó
Pensata
popload
Revista BIZZ
Velvet Cds
UOL - O melhor conteúdo

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


HARD TO EXPLAIN

“Óóóhhhhh God... thanks, thanks, thanks, thanks...”

 

Julian Casablancas durante show em SP, na edição paulista do TIM Festival (provavelmente não acreditando que aquilo estava acontecendo...)

 

 

“Eu nunca havia me apaixonado por uma banda que não conhecia, assim, logo de cara; tão instantaneamente. O negócio é louco e mágico ”

 

Tatiana Siqueira, sobre a primeira impressão e contato com Arcade Fire, no TIM Festival.

 

 

“Estou em estado de graça... inundada por uma espécie de encanto, por ter vivido desde os poros até o coração a imensidão e a beleza das palavras, da música e do mundo”

 

Bruna Couto, sobre a noite de domingo do TIM Festival, via SMS.

 

 

“Foi foda, caralho!... caralho, que foda!”

 

Anônimo, após apresentação da banda Strokes na edição do TIM Festival em SP (ou o meu próprio imaginário... ainda não tenho certeza de que aquilo aconteceu de verdade)

 

 

E então se fez a luz... e onde não existia verde, passou a existir. Onde não havia chão para pisar, passou a existir. Onde não nascia grama, passou a nascer. Onde não havia espaço para criar, passou a ter. E onde não havia flores para enfeitar e espinhos para incomodar, passou a ter.

 

É mais ou menos assim o rock nos anos 00. É mais ou menos assim a importância da banda Strokes nos anos 00. Antes e depois. E ontem em São Paulo foi possível ter idéia da dimensão desses fatos ao presenciar e viver um show histórico para trinta mil pessoas. Uma sucessão de hits, programados no papel, mas tocados aleatoriamente, cantados ensandecidamente pelo público. Um show que poderia começar com qualquer música, e que pode terminar com qualquer música, porque não há ali música ruim.

 

Um show com um cantor feliz com o público que tinha a sua frente. Às vezes parecia não acreditar direito na reação constante de felicidade que transbordava na platéia. Platéia dividida entre um espaço na frente do palco para duas mil pessoas, e um outro para vinte e oito mil, mais atrás. Divisão que apenas reflete o espírito do nosso próprio país, onde constantemente a felicidade fica mais próxima de uma restrita minoria. Mas esse povo aqui é especialista em driblar as mais diversas situações. Mesmo esmagado, empurrado, prensado um contra o outro, cada um deles foi capaz de pegar um pedacinho pra si dos flashs de luz que vinham do palco transformando-os em ecos sonoros de alegria que iluminaram o Anhembi e a alma da banda. Um show histórico para quem tão raramente é contemplado com algo dessa grandeza.

 



Escrito por Jânio Dias às 22h31
[]




 

E a contemplação aconteceu duas vezes. Antes de o competente Kings of Leon abrir a noite para o Strokes, o público do Anhembi foi agraciado por uma apresentação incrível, emocionante e inusitada da banda canadense Arcade Fire. A melhor banda de todos os tempos da minha última semana só intensificou a paixão desses últimos dias, conquistando e arrebatando ainda mais corações.

 

Foi chocante vê-los no palco. Fiquei paralisado. Comovido. Todos vestiam preto, pareciam de luto e estar chegando de um enterro. Havia duas mulheres, cinco homens, e na maioria das vezes, eu não sabia quantos eram. Na terceira música minha amiga Tati me pergunta: - “Ué, pensei que era uma mulher que tocava o teclado... ” Na quinta canção foi a minha vez: - “Mas o baterista não era um homem?!”.  E logo em seguida, ambos: “O que o vocalista tá fazendo lá no teclado?!”.  É uma loucura, eles ficam se revezando nos instrumentos, existe um capacete que fica sob o teclado, o violoncelo é substituído por um acordeom, um outro integrante batuca tudo o que vê pela frente, desde o capacete até o próprio companheiro de banda... e o mesmo (acho) parece se auto-mutilar no fundo do palco...

 

E ao vivo suas lindas e emocionantes canções ganham ainda mais densidade e dramaticidade. É a celebração da dor e da perda, da loucura e da ilusão. Um show para chorar. Um show para celebrar os que estão vivos.

 

Uma noite onde quem não tinha motivos para cantar, passou a ter. Onde não havia pelo quê se emocionar, passou a ter. E quem não tinha de quem lembrar, passou a ter.

 

Ou como cantou Julian Casablancas, difícil de explicar.

 

Jânio Dias

 

 

 



Escrito por Jânio Dias às 22h31
[]


[ ver mensagens anteriores ]